gorduratrans é saudável, apontam pesquisas

gord

Esse comentário retirado de um vídeo da gorduratrans no YouTube resume 70% do que queríamos dizer. Os outros 30%:

gorduratrans

gorduratrans vem do mesmo Estado que nos deu a Second Come e, vinte e poucos anos depois dessa, instaura o desassossego novamente na cena independente carioca. Não estive nos anos 90 para ver o lançamento do mítico álbum You (RockIt!, 1993) da SC, mas ano passado pude ouvir o maravilhoso álbum repertório infindável de dolorosas piadas (Bichano Records, 2015) e me senti feliz. A banda, formada por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Marinho (bateria e voz), é um respiro do noise rock e do shoegaze em terras brasileiras. Está tudo lá: o pedal de fuzz, a sobreposição barulhenta de guitarras, as baterias certeiras e as letras minimalistas permeadas de decepções e dúvidas cantadas com sotaque carioca. Resumindo: um alento pros ouvidos.

[…] Você não sabe que enganava
Meu ego até perceber
Que nas rasuras de um milagre
Era só eu e você
E ver um dia essa sobra
Que eu costumava ser

Você não sabe quantas horas
Eu passei olhando pra você
Achando que eu era
Um cara de muita sorte

Os destaques do álbum ficam por conta da viciante você não sabe quantas horas eu passei olhando pra você, a triste vcnvqnd (veja clipe abaixo) e seu riff (que por si só vale todo o álbum) e a quase instrumental soco-no-estômago hércules quasímodo. Lembra Yuck, Dinosaur Jr., Sonic Youth, sim, mas é tão original quanto.

A gente trocou uma ideia com os caras e eles nos contaram como tá sendo essa experiência de figurar entre as grandes revelações brasileiras na cena underground. Confira abaixo a entrevista:

V: Para vocês, ultrapassando a definição do estilo, o que é a gorduratrans?

Olha, acho que é o lugar onde podemos nos expressar com mais liberdade, é onde moldamos nossos sentimentos em forma de arte. A banda tem sido muito importante pra gente. Mudou bastante coisa na nossa vida no último ano.

V: Como tá sendo a experiência do reconhecimento do som da banda?

Tá sendo realmente muito legal e, principalmente, inesperado. A gente ainda não se acostumou a receber elogio, muito menos a ver a galera cantando as músicas nos shows. Está sendo tudo muito incrível!

V: Li que para o próximo disco vocês querem fazer mais, mas mantendo a mesma base de influências. Pra onde vai a gorduratrans? Quais são os planos pro próximo disco?

Olha, em primeiro lugar precisamos conseguir lançar hahah. Mas pra onde vai é difícil de dizer, pois continuamos falando sobre nossos problemas, sentimentos, frustrações. Talvez o disco venha com uma carga emocional um pouco mais pesada. Estamos absorvendo algumas outras referências até, mas a essência de tudo deve se manter.

Planos pra tocar no Sul?

Sim. Já há algum tempo! Nossa maior dificuldade em conseguir descer pro Sul é tempo, na real. Já recebemos convites pra tocar, e temos amigos por lá. Mas pro rolê valer a pena a gente precisa de tempo pra fazer uma turnê pelas cidades. Com trabalho e faculdade fica difícil conseguir. Mas a gente quer muito fazer isso em 2017.

O que vocês tem ouvido de bandas brasileiras?

Ultimamente a gente tem ouvido muita banda brasileira. A maioria são formadas por amigos nossos, até, hahaha. A gente tem ouvido muito maquinas, Jonathan tadeu, Terno Rei, EATNMPTD, El Toro Furte, Ombu, Def, Amandinho, Nvblado, e por aí vai.

Bom, chega de papo, dá play aí e curte o som dos caras, compra o álbum e vamos torcer pra que o próximo saia logo!

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