+9 bandas nacionais para se ouvir antes do dia 13

Aproveitando a deixa do Victor, que fez um post bem legal reunindo algumas bandas para ouvir no aquecimento para o Dia Mundial do Rock, trago também minha contribuição. Muito provavelmente exista alguma matéria aqui no blog sobre as bandas que eu escuto atualmente. A ideia então é tentar trazer algo um pouco fora da caixa. Bora lá!

1. Far from Alaska

Essa banda lá do Rio Grande do Norte já é, claro, um dos expoentes do rock nacional. Cantando em inglês, esse pessoal incorpora o melhor do stoner rock. Sério, se tu não conhece, dá uma conferida nesse som chamado Cobra (to viciadão!), que saiu há umas 2 semanas:

2. My Magical Glowing Lens

Em Colatina, no Espírito Santo, nasceu a MMGL. Sempre que eu penso em Colatina, lembro da saudosa Mickey Gang (alguém lembra?), com o hitzinho I was born in the 90s. Saudades. Enfim. A banda da minha amiga Gabriela Terra tá fazendo um sucessão! E não à toa. O trabalho lançado nesse ano, intitulado de Cosmos, encerra alguns anos de ideias, trabalho e viagens (físicas e metafísicas). Conheci a Gabriela quando ela veio a Santa Maria há uns 4 anos atrás e desde lá acompanho seu trabalho.

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No destaque: Gabriela Terra, da MMGL

O disco tá lindão e reflete o bom gosto e a curiosidade da guitarrista Gabriela, nessa quase obsessão com um som bem space trip (que tem raízes em outras bandas que não vou citar pois não é o foco). Aproveita o convite e se desintegra também!

3. Alpargatos

Alpargatos é a banda do meu colega de Letras, Afonso Antunes. Só pelo primeiro EP, Rodovia do Parque (2015), já valeria a menção deles nessa lista. Agora, há uma semana atrás, os caras lançaram o EP visual Essa cidade cheia de heróis que tá com um puta produção. Demais mesmo. Tem algo que destoa da cena portoalegrense e esse é um dos pontos fortes desse trabalho. O trabalho me ganhou no refrão de “Pássaro/avião”, composição do Afonso, no qual anota: “Todos os meus amigos tem medo de sair de casa”. Me identifiquei. Abaixo deixo o Essa cidade… e o clipe de Ciclovia, música integrante do primeiro EP, que foi estrelado pela minha amiga linda, Jade Corrêa.

4. Caro Antônio

Uma banda de Passo Fundo que tem um trabalho bem promissor. Tá com um disco por sair e curti os sons que já tem por aí. Não sei se eu viajei, mas em alguns momentos o timbre do vocal me lembrou Raulzito. Deixo aqui a canção Corrige esse ego:

5. Irmão Victor

Essa aqui é uma brecha no regulamento. A banda Irmão Victor é o genial Marco Benvegnù. Quando vocês ouvirem, talvez duvidem. Mas é ele, sim. Só ele. E só isso já bastaria pra ser digno de nota. O fato é que os dois álbuns da Irmão Victor, Irmão Victor (não sei o ano, na minha cópia não consta haha) Passos Simples Para Transformar Gelatina Em Monstro (2016), são inadjetiváveis, na verdade. Quando o cara canta, na canção Mingus Loratadino nº1, “Tem uma mancha de Qboa na alma do meu gato”, é difícil precisar exatamente em que dimensão essa obra foi composta. É uma experiência, só ouvindo! Eu sou fã assumido!

6. Moonmath

Banda de metal de Alegrete que eu curto muito. Os caras lançaram mês passado o single Words to Deliverance, que é um puta som carregado no flanger! Além disso, estão com uma agenda interessante, fazendo shows pelo Estado. E eu sei o quanto é difícil produzir e divulgar música na fronteira, especialmente metal e hard rock. Então, o trabalho dos amigos lá de Alegrete vem pra somar enquanto peso (!!!) e força de resistência. Vale a pena conferir:

7. Decoders

Banda de rock and roll formada em 2009 em Ijuí. Com uma energia bem interessante e riffs inteligentes, as composições são muito boas. Lembra a pegada de algumas bandas da Capital, mas sem recair no fatídico roquinho gaúcho. Deixo aqui a canção “Nossa viagem”, parte do CD Fora de Casa (2015).

8. Lupe de Lupe

Banda de Belo Horizonte que tem uma sonoridade muito particular. Cada canção é uma viagem. Ando viciado na canção “Gaúcha” do CD Quarup (2014). Sério, olha essa letra:

[…] Te lembra aquela vez que mostrei
Os álbuns que ainda quero conhecer a fundo
Te lembra aquela vez que falei
Do fundo do meu peito que gostei demais de tu
Te lembra quando te demonstrei
Que tudo que tu quer tu pode ser
E que eu queria mais tempo, queria mais tempo
Como eu queria mais tempo, queria mais tempo

Depois que a gente se beijou aquela noite
Todo momento sozinho foi como açoite
Eu sei que isso é puramente sazonal
Na verdade a gente deve ficar junto igual
Eu sei que o teu olhar me faz perder o norte
Eu sei que ao lhe tocar sinto – tenho sorte
Eu sei que às vezes tendo a exagerar
Na verdade o que eu quero é simplesmente estar com ti

Vsf, demais né? Escuta aí:

9. Bilhão

Tentei ao máximo escapar do eixo Rio-São Paulo, mas não dá pra escapar da Bilhão. Um projeto carioca de uma delicadeza e poeticidade singulares. Já perdi as contas de quantas vezes escutei o álbum homônimo lançado em 2016. Me arrisco a dar um destaque pra canção “Tô pra ver o tempo”, mas o conjunto da obra é demais.

Bônus:

Sempre que posso, divulgo o amigo Marcus Manzoni por aqui. Me identifico muito com a proposta de musicalidade que ele encarna. Esse ano ele lançou o Acoustic Sundays vol. 3, que tá um primor. Fica aqui de bônus o convite pra conhecer o trabalho desse santiaguense. Aqui o clipe da minha favorita do álbum, Ciclo de Passagem, juntamente com um episódio do doc que ele lançou como diário de produção, no qual conta como gravou essa canção. Vale a pena:

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